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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Conversa ao telefone


Depois de uma noite  maldormida, o telefone toca. Atendo rapidamente.
– Alô. Quem é?
– É a Lúcia.
– Oi amiga! Que voz é essa?
– Estou desesperada. Você nem imagina o que me aconteceu!
– O que foi?
– Você não vai acreditar...
– Conta rápido, já estou ficando nervosa!
– Sabe amiga. Acordei cedo, fui ao banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes e quando peguei a toalha para me enxugar, a campainha tocou. Saí às pressas para atender a porta e me deparei com um homem caído em meu portão, após chamá-lo percebi que estava morto. Quase morri de susto!
– O quê?! Você tá brincando? Um homem morto?! Que horror!
– É isso mesmo. Tem um cadáver em frente ao meu portão. Alguém o colocou aqui, apertou a campainha e saiu correndo.
– Credo! Acontece cada coisa com você.
– Já liguei para a polícia e ainda não chegou ninguém. Quando a polícia chegar, vai fazer mil perguntas. O que é que eu faço?
– Aguarde...
– Sim, vou esperar, mas não consigo parar de tremer. Estou sem condições de ficar sozinha. Você pode vir aqui me fazer companhia?
– Claro!  Procure se acalmar, chego em 10 minutos.
– Tá bom amiga, se prepare psicologicamente, a cena é horrível, cuidado para não desmaiar... Eu preciso de sua ajuda...
– Peraí, já tô indo. Tchau.  

Uma conversa telefônica entre duas amigas. O telefone toca...


O telefone toca às 7:00h
- Alô!
- Fernanda?
- Ela mesma, quem fala?
- É a Solange, eu sei que hoje é sua folga, mas preciso falar com você, é urgente...
- Se for dinheiro, esquece, tô dura.
-  Antes fosse dinheiro, acordei agora cedo,tinha que fazer aquela bendita entrevista de emprego...
- COMO ASSIM ,TINHA,VOCÊ NÃO VAI?
- POSSO FALAR?
- Fala, desculpe...
- Assim que levantei, não deu tempo nem de ir ao banheiro, a campainha tocou umas três vezes, sabe aquele toque bem demorado? Tive até um mau pressentimento Fui abrir a porta,quando abri, quase morri.
- Sua sogra estava lá fora, com as malas? (risos)
- AI QUE DROGA, vou  desligar, não dá pra falar sério com você mesmo, dá até raiva. (Choro)
- Desculpe, continua...
- Então, tinha o corpo de um homem caído em frente à minha porta.(choro)
- AI CLAU, meu coração disparou agora, vai ver ele passou mal e desmaiou...
- tá MORTO, já  verifiquei.
- Você não viu ninguém por perto?
- NINGUÉM ainda corri  até o final do corredor e, nada...
- MENINA DO CÉU, liga pra polícia!
- Já liguei, estou esperando chegarem, vem prá cá, por favor, não quero ficar sozinha.
- Tô indo, joga um cobertor por cima, senão vou ficar com medo de entrar.
-  TÁ , TÁ ,anda logo, estou esperando...


domingo, 28 de outubro de 2012


Conversa telefônica entre duas amigas

Trimmm! Trimmm! Trimmm!
- Alô?
- Alô, quem tá falando?
- É a Luceli. E aí, quem tá falando?
- Oi Luceli, aqui é a Márcia. Você não vai acreditar o que me aconteceu hoje!
- Nossa! Você parece assustada, o que foi que aconteceu?
- Eu achei uma pessoa morta na frente de casa hoje cedo e estou tremendo de nervo até agora!
- Meu Deus! Se acalme e conte tudo desde o começo.
- Hoje de manhã, como de costume acordei às 8:00 horas com o despertador tocando, desliguei ele, levantei e fui ao banheiro escovar os dentes e lavar o rosto, quando de repente escutei a campainha  tocar, me enxuguei às pressas, saí do banheiro e fui atender a porta da sala.
- E quem era?
- Menina, quando eu destranquei a porta tinha um homem que eu não conheço caído na soleira!  O pior você não sabe, quando eu abaixei para ver o que tinha acontecido com o homem, ele estava frio e duro igual a uma pedra!
- Meu Deus, nossa! O que você fez então?
-Eu saí correndo em torno da minha casa para ver se tinha mais alguém que podia ter tocado a campainha ou que podia ter visto mais alguma coisa, mas não tinha mais ninguém no corredor.
- E daí?
-Daí que eu quase morri de susto também, e mesmo quase desmaiando eu fui ligar para a polícia. O que eu podia fazer mais depois que ele já tinha batido as botas?
- Pois é não dava para fazer mais nada mesmo depois disto, e a polícia chegou logo?
- Que nada menina, demorou um tempão, e quando chegou fiquei mais duas horas respondendo perguntas e para arrematar vou ter que passar mais tarde na delegacia para assinar o depoimento!
- Você já tomou algum calmante?
- Tá brincando? Ainda nem deu tempo e acho que o meu calmante acabou.
- Então eu já estou indo aí levar o meu calmante para você tomar, e aí a gente conversa mais.
- Tá legal, então venha logo! Chau.
- Já estou chegando! Chau.


Esferas de atividades humanas e os gêneros do discurso

Todo texto falado ou escrito pertence a um determinado gênero do discurso, o qual é constituído por três elementos: conteúdo temático, forma composicional e estilo.
Todo gênero do discurso está sempre relacionado a uma esfera de atividade humana que, por sua vez, insere-se em um contexto sócio-histórico e econômico.
Em nosso curso de leitura e escrita na contemporaneidade, trabalhamos o conceito de esferas de atividades humanas e sua relação com os gêneros do discurso. Para isso, cada grupo de estudo tinha que escrever um texto diferente sobre um mesmo assunto, de acordo com uma esfera de atividade humana e seu gênero do discurso.
Foi solicitado ao nosso grupo de estudo que redigíssemos textos sobre uma conversa telefônica, a qual é um gênero do discurso que envolve um relato na primeira pessoa, com fatos centrados na sensação subjetiva de quem acompanhou os mesmos, que usa uma linguagem coloquial e apresenta palavras que denotam emoções e sentimentos.
Vamos postar em breve estes textos e esperamos que vocês comentem sobre o que acharam.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Minha Experiência de Leitura e Escrita


Me lembro bem de quando estava na 5ª série e da professora de Lingua Portuguesa , Dona Maria Aparecida, uma pessoa sábia que me ajudou a desenvolver o gosto pela leitura, e para estimular o interesse dos alunos, ela em um determinado dia da semana lia um pequeno trecho de um livro e depois ficava para que nós terminássemos a leitura do livro.
Um dos livros que marcou a minha vida escolar foi “Pollyanna”, que trata-se da história de uma menina pobre de onze anos, que após ficar órfã, vai morar em outra cidade com uma tia rica, rígida e severa e para amenizar seu sofrimento, sempre que algo não acontecia como estava esperando lembrava-se de seu pai que um dia lhe ensinou o jogo do contente, após ter ganho um par de muletas quando esperava ganhar uma boneca, esse jogo consiste basicamente em encontrar pontos positivos em situações não muito agradáveis. Nessa mesma época minha vida estava meio conturbada com problemas familiares e por muitas vezes ao me encontrar em desespero me lembrava da Pollyanna e também jogava o jogo do contente, sempre que tenho oportunidade conto esse fato para os meus alunos e espero com isso sensibilizá-los para desenvolver o hábito da leitura, mostrando que um bom livro pode trazer grandes benefícios culturais e emocionais.
 Hoje sei que além do jogo do contente , através da leitura aprendemos a nos comunicar corretamente, a transmitir e adquirir conhecimentos, e quanto mais oportunidade tem os alunos de ouvir, ver e sentir leituras alheias, maior será o prazer e a sensiblidade para compreender o que leem e ouvem, além de tirar dúvidas e sonhar.





                                                                Solange Gomes dos Santos 

Minha experiência como leitora


Morava no sítio e até entrar na escola tinha tido pouco contato com as letras.
Foi na primeira série que aprendi as letras do alfabeto e logo comecei a ler a Cartilha. No começo olhava para as imagens e acho que adivinhava o que estava escrito, mas aos poucos, passei a ler e atribuir significado ao texto escrito.
Minha mãe nos contava historinhas, lendas e parábolas. Todas as noites, eu esperava mamãe terminar seus afazeres para nos contar histórias. Esse momento era muito especial.
Assim passei a conhecer as histórias e aprendi a gostar delas.
Ao terminar a 4ª série, fui fazer o Ensino Fundamental na cidade e passei a emprestar livros da biblioteca da escola para ler. Li alguns livros que não gostei, por obrigação, pois meus professores pediam para ler e davam provas sobre eles, mas muitos me deram prazer.
Hoje, tenho pouco tempo e minhas leituras são direcionadas às minhas necessidades. Semanalmente, leio a revista Veja para ficar por dentro das notícias, quando tenho oportunidade folheio os jornais e sempre leio para me preparar para os concursos, o que tem ampliado os meus horizontes e me ajudado a melhorar minha prática pedagógica.
Para fruição prefiro ler romances, porque sempre há uma história emocionante, que encanta, e através da literatura viajo. Para preparo de minhas aulas leio diversos gêneros textuais: fábulas, notícias, crônicas, anúncios, relatos, poemas, artigos de opinião etc. Sempre procuro bons temas para que os alunos possam se interessar e interagir, mas muitas vezes não alcanço o resultado desejado.
Considero-me uma leitora em formação e a cada dia me esforço para melhorar minha capacidade de interpretação e aumentar meus conhecimentos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Minhas experiências com leitura e escrita

Quando comecei a pensar sobre as minhas experiências com a leitura e a escrita, a primeira coisa que me veio à mente foi o castigo que minha mãe me dava quando eu era adolescente: ela escondia meus romances. Isso mesmo! Hoje isso me faz rir, mas lembro de que na época me deixava muito triste.
Essa época de minha vida tem muito a ver com fala da jornalista e escritora Danuza Leão, quando ela diz que “só queria ficar no quarto, lendo, lendo, lendo”.  As pessoas diziam que eu vivia no mundo da lua, mal imaginam elas o quanto aprendi com os livros, sonhei, ri, chorei, me surpreendi, descobri mundos novos.
De acordo com o que diz Nina Horta, dona de bufê e escritora de vários livros de culinária, eu também deixei de ver e viver coisas porque estava lendo sobre elas, mas não me arrependo, pois isso me fez ser o que sou hoje e todo aprendizado que adquiri, e ainda estou adquirindo com a leitura procuro passar a meus filhos e alunos.
Desde antes do jardim de infância eu tinha uma curiosidade muito grande para saber o que estava escrito, comecei a ser alfabetizada pela antiga cartilha Sodré e lembro até hoje de ler a “pata nada”, depois disto não parei mais, lia muitos gibis, na adolescência passei a ler romances e, a partir daí, foi um pulinho para os demais gêneros literários.
Acredito que o prazer da leitura e escrita deve ser desenvolvido desde cedo, não importando o que se lê, pois com o tempo passamos a nos interessar por outros universos literários.