Depois de uma noite maldormida, o telefone toca. Atendo rapidamente.
– Alô. Quem é?
– É a Lúcia.
– Oi amiga! Que voz é essa?
– Estou desesperada. Você nem imagina o que me aconteceu!
– O que foi?
– Você não vai acreditar...
– Conta rápido, já estou ficando nervosa!
– Sabe amiga. Acordei cedo, fui ao banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes e quando peguei a toalha para me enxugar, a campainha tocou. Saí às pressas para atender a porta e me deparei com um homem caído em meu portão, após chamá-lo percebi que estava morto. Quase morri de susto!
– O quê?! Você tá brincando? Um homem morto?! Que horror!
– É isso mesmo. Tem um cadáver em frente ao meu portão. Alguém o colocou aqui, apertou a campainha e saiu correndo.
– Credo! Acontece cada coisa com você.
– Já liguei para a polícia e ainda não chegou ninguém. Quando a polícia chegar, vai fazer mil perguntas. O que é que eu faço?
– Aguarde...
– Sim, vou esperar, mas não consigo parar de tremer. Estou sem condições de ficar sozinha. Você pode vir aqui me fazer companhia?
– Claro! Procure se acalmar, chego em 10 minutos.
– Tá bom amiga, se prepare psicologicamente, a cena é horrível, cuidado para não desmaiar... Eu preciso de sua ajuda...
– Peraí, já tô indo. Tchau.